BRASIL — A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou ao Supremo Tribunal Federal que a Lei da Dosimetria é inconstitucional; a norma prevê redução de penas para condenados pelos atos de 08/01/2023.
- AGU enviou manifestação ao STF pedindo que se mantenha a suspensão da aplicação da lei.
- A norma em debate é a Lei nº 15.402/2026, que permite dosimetria favorável a condenados pelos ataques de 08/01/2023, inclusive o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
- O órgão classificou a promulgação da lei como retrocesso institucional e apontou incompatibilidades com a Constituição.
- Pelo menos três ações no Supremo contestam a deliberação do Congresso; autores incluem federações partidárias e a ABI.
Parecer enviado ao STF
A AGU apresentou ao Supremo o entendimento de que a Lei da Dosimetria não é compatível com a Constituição e opinou pela manutenção da liminar que suspendeu a aplicação do texto. O pedido de manifestação foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que havia determinado a suspensão até decisão final da Corte.
O parecer cita diretamente a Lei nº 15.402/2026 e destaca que a norma altera critérios de dosimetria aplicáveis a condenados pelos eventos de 08/01/2023.
Mais informações sobre decisões do Supremo podem ser consultadas no site do STF: https://www.stf.jus.br
“A Lei nº 15.402/2026 padece, ainda, de múltiplas e graves incompatibilidades materiais com a Constituição da República, especialmente porque enquanto o constituinte originário buscou estabelecer travas severas na direção da defesa da democracia, o diploma legal impugnado, em sentido oposto, inclina-se a beneficiar aqueles que tentaram e poderão tentar subvertê-la.” — Advocacia-Geral da União (AGU)
Ações que contestam a lei
Pelo menos três ações foram protocoladas no Supremo contra a promulgação da Lei da Dosimetria. Entre os autores estão a Federação PSOL‑Rede, a Federação PT, PCdoB e PV, e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). As ações pedem que a Corte declare a inconstitucionalidade da norma e mantenha a sua suspensão.
O que está em disputa
Na prática, a controvérsia envolve a possibilidade de reduzir penas de pessoas condenadas por participação nos atos de 08/01/2023 — episódio já citado nos processos que alcançaram figuras como o ex‑presidente Jair Bolsonaro. A AGU argumenta que isso representa um retrocesso institucional e ameaça salvaguardas constitucionais destinadas à defesa da democracia.
Acompanhe mais sobre política na editoria de Política.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









