A estatal fechou acordo com a norueguesa Equinor para adquirir 50% do bloco Itaimbezinho. O campo fica a 190 km do litoral do Rio e ainda está em fase de exploração.
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (10/06) a assinatura de um acordo para comprar 50% do bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Campos, a aproximadamente 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A fatia foi adquirida da Equinor Brasil Energia, braço da estatal norueguesa, que permanece com a outra metade do ativo.
O valor da transação não foi divulgado pelas companhias. Como se trata de um bloco ainda em fase exploratória, Itaimbezinho não produz petróleo atualmente. Segundo a estatal brasileira, a operação se enquadra na estratégia corporativa de expansão de fronteiras e recomposição de reservas.
“A operação de compra reforça a relevância da atividade exploratória no país e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria”, informou a Petrobras em nota.
Petrobras e Equinor já desenvolvem iniciativas conjuntas na região. Entre elas estão o projeto Raia, considerado o maior empreendimento de gás natural a entrar em produção nesta década, e a licença exploratória de Jaspe, da qual a estatal brasileira detém 60% de participação.
O bloco Itaimbezinho foi arrematado originalmente pela Equinor em outubro de 2025, durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP) promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na ocasião, a petroleira norueguesa venceu o leilão ao ofertar 6,95% de excedente em óleo destinado à União.
Para que a negociação anunciada hoje entre em vigor, ainda será necessário o aval da ANP e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública responsável por zelar pela livre concorrência no mercado brasileiro.
O Polígono do Pré-Sal — faixa marítima que abrange os litorais do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo — concentra os campos mais produtivos do país. Em abril de 2026, dados mais recentes da ANP apontaram que as áreas do pré-sal responderam por 82% da produção nacional de petróleo e gás, totalizando 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe).
A unidade boe unifica a medição de petróleo e gás natural ao converter o volume de gás para o valor energético equivalente a um barril de petróleo, facilitando a soma da produção.
Com a aquisição de 50% do bloco Itaimbezinho, a Petrobras fortalece sua presença na Bacia de Campos e aprofunda a cooperação com a Equinor, reforçando a aposta em reservas de alto potencial no pré-sal brasileiro.
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