O Conselho da Petrobras aprovou adesão ao subsídio de R$1 por litro, válido por 30 dias com possível prorrogação. O desconto será repassado automaticamente no diesel 'A' rodoviário e deve se refletir na venda nos postos.
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta sexta-feira (18), a adesão da companhia ao mecanismo de subvenção econômica criado pela Medida Provisória 1.391, de 11 de setembro de 2026. A decisão, que veio um dia antes da publicação desta matéria, confirma que a petroleira passará a contar com um abatimento de R$ 1 por litro de óleo diesel “A” de uso rodoviário.
Pelo desenho da medida, o subsídio vigorará por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. O valor recebido pela Petrobras será automaticamente convertido em desconto no combustível comercializado para as distribuidoras, de modo que a redução seja repassada às bombas sem necessidade de novo ajuste contratual.
A adesão ocorre poucos dias depois de a própria estatal ter comunicado, “nesta semana”, um reajuste positivo de R$ 1 no preço do litro do diesel fornecido às revendedoras. Na prática, o desconto gerado pela subvenção neutraliza o aumento anterior e faz com que o consumidor final não perceba alteração no preço. Nos bastidores, fontes da companhia afirmam que a estratégia busca dar previsibilidade ao mercado em um momento de forte oscilação do petróleo no cenário internacional.
Além do diesel, a Petrobras informou, neste sábado (19), que recebeu R$ 448 milhões referentes ao Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina, montante calculado sobre as vendas realizadas entre 16 e 31 de julho. Com esse repasse, o acumulado obtido pela empresa nos programas de incentivos para diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP) alcança R$ 9,9 bilhões desde o início das iniciativas.
Especialistas do setor energético avaliam que o pacote de subvenções ajuda a mitigar impactos inflacionários de curto prazo, mas ressaltam que o custo fiscal pode pressionar as contas públicas caso a alta volatilidade das cotações internacionais persista. Mesmo assim, a estatal sustenta que a adesão é vantajosa enquanto garante competitividade sem comprometer a política de preços de mercado.
O texto da MP 1.391 prevê que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) monitore a aplicação do desconto, exigindo que as distribuidoras repassem integralmente o benefício aos postos. Em caso de descumprimento, as empresas podem sofrer penalidades financeiras e até suspensão temporária da autorização de funcionamento.
Com a decisão de sexta-feira, a Petrobras reforça seu posicionamento de alinhar a política comercial ao interesse do consumidor e à estabilidade macroeconômica, ao mesmo tempo em que mantém a rentabilidade das operações. A expectativa do mercado é de que a primeira parcela da subvenção seja creditada já nos próximos dias, permitindo que o desconto chegue às bombas antes da virada do mês.
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