No dia 4 de outubro, 577.534 eleitores vão às urnas para eleger governador, presidente, senador e deputados. Mulheres são 51% do eleitorado; se ninguém obter maioria, o segundo turno será em 25 de outubro.
O cenário eleitoral do Amapá começa a ganhar forma para o pleito de 2026. No próximo dia 4 de outubro, 577.534 eleitores irão às urnas para escolher quem governará o estado pelos próximos quatro anos, além de votar para presidente, senador e representantes nas esferas federal, estadual e distrital. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta, o segundo turno está previsto para 25 de outubro, mantendo o cronograma nacional da Justiça Eleitoral.
De acordo com o cadastro eleitoral, as mulheres representam 51% do eleitorado amapaense, enquanto os homens somam 49%. Entre aqueles que declararam cor ou raça, 72,15% se identificam como pardos, 13,91% como brancos, 11,53% como pretos, 1,93% como indígenas e 0,47% como amarelos. Esses números ajudam a dimensionar o mosaico social que os candidatos pretendem representar a partir de janeiro de 2027.
Neste ano, cinco postulantes estarão na disputa pelo Palácio do Setentrião. A seguir, veja quem são, pela ordem alfabética do nome que aparecerá na urna:
Candidatos ao governo do Amapá
- Carlos Cley – Carlos Cley Ramos Paiva (PSTU)
- Clécio – Clécio Luís Vilhena Vieira (Juntos por Todo o Amapá)
- Delegado Marcos – Marcos José Reategui de Souza (DC)
- Dr. Furlan – Antonio Paulo de Oliveira Furlan (Trabalhar para Transformar o Amapá)
- Jairo Palheta – Jairo Palheta da Silva Marques (PCO)
Os concorrentes apresentam plataformas que vão desde propostas de fortalecimento dos serviços públicos e geração de emprego até mudanças nos modelos de gestão fiscal e incentivos à industrialização. Cada um aposta em perfis distintos para conquistar o voto do eleitor, que, em grande parte, ainda se mostra indeciso segundo pesquisas qualitativas internas divulgadas pelos partidos.
Além do governo estadual, os eleitores definirão duas vagas no Senado, oito cadeiras na Câmara dos Deputados e 24 assentos na Assembleia Legislativa. A escolha do chefe do Executivo local, contudo, tende a influenciar diretamente as alianças proporcionais, tornando a disputa majoritária estratégica para todas as legendas.
Analistas apontam que temas como infraestrutura, combate ao desemprego, transição energética e valorização da cultura local deverão pautar os debates. O Amapá, que concentra importantes reservas de minerais e vasta biodiversidade, também entra na discussão sobre sustentabilidade e novos modelos de desenvolvimento amazônico.
O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começará dentro de duas semanas, e os candidatos pretendem intensificar corpo a corpo, carreatas e sabatinas com segmentos da sociedade civil. Até lá, a Justiça Eleitoral seguirá publicando orientações para garantir que todas as etapas da votação ocorram com transparência e segurança.
Com a contagem regressiva em andamento, eleitores e observadores políticos acompanham atentamente cada movimento dos cinco concorrentes. O resultado dessa disputa definirá os rumos do estado até 2030, em um contexto nacional de renovação de mandatos e novos desafios econômicos e sociais.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









