A Polícia Civil deflagrou a operação nas primeiras horas desta quinta e prendeu cinco suspeitos por golpes contra compradores de veículos e imóveis. Foram cumpridos 11 mandados e apreendidos três carros (dois de luxo), joias, relógios e uma arma.
A Polícia Civil de Sergipe prendeu cinco pessoas e apreendeu bens avaliados durante a Operação Carta Marcada, deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (24) para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes contra consumidores interessados na compra de veículos e imóveis.
Itens apreendidos
- 5 pessoas presas — resultado do cumprimento dos mandados.
- 11 mandados cumpridos — sendo cinco de prisão e seis de busca e apreensão.
- 3 veículos — entre eles dois classificados como de luxo.
- Joias e relógios — apreendidos nas diligências.
- 1 arma de fogo — recolhida pela polícia.
- Bloqueio judicial — imóvel avaliado em R$ 1 milhão teve medida cautelar.
- Contas bancárias — bloqueadas no andamento da operação.
As ações foram cumpridas em Aracaju e Barra dos Coqueiros. Os presos incluem dois empresários apontados como proprietários dos estabelecimentos investigados e três funcionários que atuavam como supervisores de vendedores. A operação foi coordenada pela 7ª Delegacia Metropolitana (DM), em Nossa Senhora do Socorro, com apoio de equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Delegacia do Consumidor (Decon), Delegacia de Proteção Ambiental (Depama) e Departamento de Crimes Patrimoniais (Depatri).
Segundo as investigações, o grupo utilizava anúncios na internet e nas redes sociais para atrair consumidores com ofertas de financiamento, empréstimos, veículos, imóveis e cartas de crédito supostamente contempladas. Após o pagamento da entrada, as vítimas passaram a descobrir que haviam contratado um consórcio, sujeito a sorteio, lance ou contemplação futura.
O delegado Hugo Leonardo informou que a investigação começou há mais de um ano, após uma vítima procurar a 7ª DM. Segundo o relato, ela foi atraída por um anúncio nas redes sociais e pagou por um veículo que acreditava estar adquirindo por meio de financiamento, mas posteriormente constatou que o boleto recebido correspondia a um consórcio.
Durante os levantamentos, a Polícia Civil identificou casos em que valores pagos pelos consumidores eram transferidos para diferentes empresas e contas de pessoas físicas vinculadas aos investigados. A apuração também apontou mecanismos usados para dar aparência de regularidade às negociações, como gravações, questionários, declarações e ligações de validação realizadas após os pagamentos.
Até o momento, 47 boletins de ocorrência registrados entre 2023 e 2026 integram a investigação. A polícia reuniu contratos, comprovantes de pagamento, dados financeiros, registros em redes sociais e outros elementos de prova.
Os envolvidos são investigados, em tese, por estelionato, crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e possíveis delitos relacionados à lavagem de dinheiro. As diligências continuam para individualizar a participação de cada investigado, rastrear o destino dos valores pagos pelas vítimas e localizar bens que possam ser utilizados em eventual reparação dos prejuízos.
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