O diretor de Políticas Públicas do WhatsApp na região da América Latina, Pablo Bello, comparou um dos elementos do Projeto de Lei das fake news, proposto pelo senador por Sergipe, Alessandro Vieira (Cidadania), com o uso de uma tornozeleira eletrônica por milhões de brasileiros. Para Bello, o ponto mais polêmico do projeto é a possibilidade de rastreamento das mensagens trocadas na plataforma.
Segundo divulgado pela coluna de Patrícia Campos Mello, nesta terça-feira (23), o texto da lei, com relatoria do senador Ângelo Coronel (PSD-BA), que será votado, nesta quinta-feira (25), no Senado, deve manter o ponto da rastreabilidade, ponto que mais incomoda dirigentes do WhatsApp.
“É como se pusessem uma tornozeleira eletrônica em todos os usuários de WhatsApp no Brasil. Poderão monitorar todos os movimentos das pessoas, saber com quem todo mundo fala por mensagem, disse o diretor.
Caso aprovada desta forma, a medida obrigaria as empresas de tecnologia a manterem dados de origem e identificação dos usuários, incluindo o uso de criptografia de ponta-a-ponta, o que contraria as políticas da plataforma.
De acordo com Bello, além de eventuais riscos que implicam a exposição dessas informações, no caso de uma invasão aos sistemas, a aprovação da lei pode gerar uma sensação de transformar todo cidadão em suspeito, colocando em xeque a presunção de inocência. Números mais recentes, de 2017, apontam que o WhatsApp possui mais de 120 milhões de usuários somente no Brasil.
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