O juiz Marco Antonio Vargas que determinou a prisão de dois empresários supostamente ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL), não autorizou na decisão a suspensão das atividades econômicas dos dois, conforme pedido pelo Ministério Público. A informação foi publicada pela coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, neste sábado (11).
O magistrado escreveu que a atual pandemia “exige a preservação de empregos e a viabilização de exercício de atividades laborativas lícitas.” No pedido de prisão, a Receita Federal afirmou que a família do líder do MBL, Renan Santos, adotou estratégia de adquirir empresas quase falidas e não pagar impostos.
Esse é, segundo a Receita, “o segredo do sucesso”. “Eles não declaram nem pagam os tributos, e com isso enriquecem com a apropriação indevida dos tributos pagos pelos consumidores finais”, diz. As acusações contra os membros do MBL são por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Os presos são suspeitos de desviarem cerca de R$ 400 milhões em tributos. A operação foi chamada de Juno Moneta porque faz referência a um templo romano onde moedas eram produzidas.
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Integrantes do MBL são presos por suspeita de lavagem de dinheiro e desvio de R$ 400 mi
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