Uma investigação da Polícia Federal afirma que o deputado federal bolsonarista Pablo Oliva, conhecido como Delegado Pablo (PSL-AM), usou a mãe e o irmão como laranjas para assinatura de um contrato para a reforma do aeroporto de Manaus, com o consórcio Engevix-Encalso-Kallas, em 2012.
Na época, o parlamentar (que é policial federal) foi nomeado coordenador de segurança em grandes eventos, para atuar durante a Olimpíadas e a Copa do Mundo, de acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo. No mesmo período, sua mãe e irmão fundaram uma empresa que receberia R$ 1,2 milhão para o plantio de mudas no terminal, sem nenhuma experiência no ramo comprovada.
Pablo ainda comandaria a empresa sozinho, o que não seria permitido a um agente da PF. O serviço, ainda por cima, não teria sido feito completamente e o custo com os fornecedores não chegou a 10% do valor do contrato. A PF pediu sequestro de bens do deputado, que nega as acusações.
Eleito com mais de 150 mil votos no estado do Amazonas, o deputado federal bolsonarista foi um grande incentivador da candidatura de Jair Bolsonaro em 2018 e chegou a se reunir com postulantes do PSL para definir estratégias para o segundo turno.
Com o capitão eleito, em 2019, Pablo se tornou presidente do PSL no estado, na época em que Bolsonaro ainda não havia rompido com a legenda.
Leia mais:
Deputado diz que Eduardo Bolsonaro entregou dossiê antifascista para os EUA
Assessor do Planalto publicava ataques a adversários de Bolsonaro em páginas removidas pelo Facebook
Após divulgar fake news contra Jean Wyllys, empresário bolsonarista é condenado a pagar mais de R$ 41 mil
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









