Apenas um dos 24 partidos que possuem representação na Câmara votou contra a anistia às dívidas das igrejas no país. No total, segundo a Folha de São Paulo, na sessão do dia 15 de julho, 345 parlamentares votaram a favor do texto, contra 125 rejeições e duas abstenções. O PSOL foi a única legenda contrária.
Além do PSOL, que tinha nove deputados presentes na sessão, o Novo votou majoritariamente contra. Foram sete deputados contrários e um, Lucas Gonzalez (MG), que se absteve. Segundo a líder do PSOL, Sâmia Bomfim (SP), além de ser um perdão indevido, é algo que não há relação com a matéria principal do projeto.
“Não faz sentido se aproveitar de um contexto de pandemia para implicar um perdão de dívida que, depois a gente soube, era de uma quantia muito significativa. Então, eu diria que tem a ver com o método, mas também com o conteúdo”, afirmou à Folha.
No projeto de litígios com a União, foi apresentada uma emenda que remove templos religiosos da lista de pessoas jurídicas considerada pagadoras da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Ela também anula autuações às igrejas.
O autor da emenda é o deputado Davi Soares (DEM-SP), filho do pastor R.R. Soares, que é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. O Ministério da Economia quer que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vete o texto. A decisão deve ser tomada nesta sexta-feira (11).
Segundo a reportagem, algumas legendas tiveram discordâncias. Entre os partidos que orientaram votos de sua bancada, 32 deputados contrariaram a determinação. O PCdoB foi o único partido de oposição que orientou a votação a favor à emenda.
Leia mais:
Bolsonaro pode aprovar ou vetar projeto de perdão aos débitos de igrejas nesta sexta (11)
Igrejas querem usar reforma tributária para ficarem imunes a mais tributos, diz jornal
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









