A crise que vem gerando o aumento nos preços do arroz em todo o Brasil gerou um aumento de 30% na procura pelo alimento produzido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MTST). Segundo o Uol, enquanto em alguns supermercados o pacote com 5 kg chegou a custar R$ 40, no site da loja de alimentos orgânicos do MTST o quilo chegou a custar R$ 5,98.
O coordenador do Armazém do Campo e da Loja da Reforma Agrária, Sidnei Santos, contou: “Por se tratar de um alimento produzido em equilíbrio entre os camponeses e a natureza, com esta certificação orgânica, o nosso arroz sempre buscou o preço justo, desde a remuneração aos produtores ser maior que o convencional, até a oferta deste alimento aos consumidores ser a um preço acessível”.
Com a pandemia e a alta no dólar, o Brasil, por ter um arroz considerado mundialmente barato, passou a ser visado por outros países. A exportação do produto então disparou, o que fez aumentarem os preços do arroz disponível no país. A loja do MTST, segundo a reportagem, vendeu entre os dias 7 e 12 de setembro o equivalente a 260 kg de arroz, contra 198 kg da média anterior.
“No momento em que as nossas cooperativas efetuam a compra do arroz dos agricultores é pago 30% sobre o valor do arroz convencional. Então, os camponeses do MST já receberam uma valorização maior. Por isso, não achamos justo e nem necessário usar do alimento para obter ganhos extras”, afirma Sidnei Santos.
O MTST conseguiu produzir começou a produzir arroz orgânicos em pequenas escalas, e foi crescendo. Na safra 2019/2020, produziu 15 mil toneladas no Rio Grande do Sul, plantadas e cultivadas por 364 famílias em 14 assentamentos. Segundo o Movimento, a ocupação de terras improdutivas ajudou na produção de alimentos para os membros e para exportação.
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