Líderes do governo no Congresso Nacional e assessores do Palácio do Planalto já admitem que o novo Bolsa Família e a reforma tributária devem ficar apenas para 2021. Segundo revelado pelo UOL, eles admitem que faltam votos e consenso para definir o financiamento do programa social e a criação de um novo imposto sobre transações.
O Governo Federal defende o imposto para reduzir ou acabar com a contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários, mas parte do Congresso rejeita a ideia. Já no caso do novo programa para o lugar do Bolsa Família, o problema tem sido encontrar recursos para o pagamento dos benefícios. Todas as propostas até agora foram vetadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Segundo a matéria, até mesmo o nome gera divergências. Há uma dúvida se o programa irá se chamar Renda Cidadã ou Renda Brasil. Lideranças governistas estão se reunindo frequentemente com bancadas partidárias para tentar chegar a um acordo, mas está longe de haver uma definição.
Ao UOL, um líder parlamentar em sigilo afirmou que a proximidade das eleições municipais e a votação do Orçamento para 2021 podem ser impeditivos nas mudanças. A probabilidade de aprovação fica maior para o ano que vem por conta das próprias eleições, que serão bem próximas ao Natal.
Uma proposta que tem sido debatida é a possibilidade de inclusão na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de regras para garantir a manutenção da desoneração da folha de pagamento em 17 setores. A tributação de lucros e dividendos também tem é discutida por aliados do Executivo.
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