Isadora Alkimin Vieira, filha do cantor Belo, afirmou à Polícia Civil do Rio que não tinha conhecimento de que estava trabalhando para golpistas. A jovem de 21 anos, que foi presa no último dia 10 pelo crime de organização criminosa, alegou que aceitou a função “para coletar dados das pessoas” porque estava com muitas dívidas. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (26) pelo jornal O Globo, que teve acesso ao depoimento à Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), responsável por sua prisão junto com outras 11 mulheres.
De acordo com a reportagem, o grupo induzia vítimas a repassarem seus dados bancários e, posteriormente, entregarem seus cartões a motoboys para serem utilizados pela quadrilha. Além disso, o grupo também é acusado de furtar, por meio de fraude, dados bancários das vítimas. Isadora e as 11 mulheres foram presas em um apartamento em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, que funcionava como uma espécie de central de telemarketing do grupo.
A jovem alegou aos policiais que sua função era coletar dados e fazer anotações sobre várias pessoas. Ela disse que nunca tinha entrado em contato com nenhuma vítima para pegar dados e apenas usava informações que já estavam inseridas no sistema do computador. No depoimento, ela afirmou que não sabia o que seria feito com as informações, “mas achava que era uma coisa ilegal, porém achava que essas pessoas seriam ressarcidas por alguma instituição financeira e não tinha certeza se elas perderiam determinado valor”.
A filha de Belo disse ainda que estava na função há pouco menos de um mês e que havia recebido uma ajuda de custo de R$ 600, “pois estava na fase de aprendizado da função de coleta de dados”. Ela disse ter recebido a quantia de outras mulheres da casa e que sua renda vinha exclusivamente de seus pais, mas por estar com muitas dívidas resolveu tirar uma “renda extra”.
Isadora e as outras mulheres foram autuadas em flagrante. Seus advogados pediram sua liberdade provisória na Audiência de Custódia realizada no dia 12 de novembro, mas a solicitação foi negada e a prisão preventiva da filha de Belo foi decretada. Ela continua presa em uma unidade prisional do Rio. Na audiência de custódia, cinco integrantes do grupo foram beneficiadas com prisão domiciliar, uma vez que possuem filhos menores de 12 anos.
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