O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que uma possível autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) às reeleições de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados e de Davi Alcolumbre (DEM-AP) no Senado é “absurda no limite do criminoso”. O parlamentar se manifestou nesta sexta-feira (27) em seu Twitter.
Alessandro comparou a possibilidade de autorização por parte do STF a um gol irregular validado pelo árbitro de vídeo (VAR) no futebol e disparou: “Uma manobra bizarra do STF para autorizar a reeleição, traduzindo para os leigos, equivale a chamar o VAR para validar gol de mão. É absurdo no limite do criminoso. A mera cogitação é um retrato claro da degradação moral que vivemos”.
Antes disso, o senador disse que “são escandalosas, até para o padrão do nosso STF, as manchetes que apontam uma possível autorização para reeleição de Maia e Alcolumbre”. Ele seguiu comentando o assunto e explicou os motivos da não concordância com o fato.
São escandalosas, até para o padrão do nosso STF, as manchetes que apontam uma possível autorização para reeleição de Maia e Alcolumbre. Um absurdo total. Para entender melhor, segue o fio:
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— Alessandro Vieira (@_AlessandroSE) November 27, 2020
“O constituinte originário analisou e rejeitou a possibilidade de reeleição. Por isso o artigo 57, § 4°, ao falar sobre a eleição da mesa, diz: ‘…vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição subsequente’. É cristalino! Depois o Congresso também rejeitou essa possibilidade, sugerida por emenda à Constituição. A razão foi sempre a mesma: necessidade de alternância democrática para evitar os vícios do poder”, pontuou.
Os mandatos de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre se encerram em 2021, mas o STF irá votar a partir do próximo dia 4 de dezembro a ação que pode conceder a possibilidade de reeleição a ambos.
Em agosto, Alessandro Vieira integrou um grupo de 10 senadores que recorreu ao STF contra as reeleições de Maia e Alcolumbre. À época, ao portal Poder 360, o senador por Sergipe afirmou que “só uma Proposta de Emenda à Constituição poderia alterar as regras do jogo”.
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