O senador Irajá Silvestre (PSD-TO) está sendo acusado de estupro contra uma modelo de 22 anos. A vítima, que não quis ter o nome identificado, alega que foi dopada e abusada pelo parlamentar. No boletim de ocorrência, a jovem afirmou que após saírem de uma casa noturna de São Paulo no último domingo (22), acordou em um flat no bairro Itaim Bibi, área nobre da capital paulista, e que foi abusada pelo senador, que é filho da também senadora Kátia Abreu (PP-TO).
Vídeos divulgados pelo site Poder 360, neste sábado (28), apontam dúvidas sobre a acusação da vítima de que estava dopada. Pelas imagens, segundo a publicação, não é possível dizer se ela está ou não sob efeito de qualquer substância e também não permitem dizer se o casal estava embriagado ou se estavam em perfeita lucidez.
Outra questão contraditória são os horários mostrados pelas câmeras de segurança. Nos vídeos da boate, os fatos acontecem das 20h22 do dia 22 de novembro às 0h29 do dia 23 de novembro. Já as imagens do edifício mostram fatos das 23h06 do dia 22 e das 23h08 do mesmo dia.
Em um dos vídeos, Irajá e a modelo chegam juntos à casa noturna Café de la Musique. O senador estende a mão para a mulher que a segura para passarem por pessoas até chegarem à entrada do estabelecimento. Já em outro vídeo divulgado pelo site, eles aparecem saindo de uma boate. O senador entrega algo para uma funcionária do local enquanto a modelo tem uma pulseira de identificação retirada do pulso. Em seguida, ele coloca a mão sobre o ombro da mulher e caminham para a saída.
Outro vídeo mostra o momento em que eles chegam ao prédio em que Irajá estava hospedado. Os dois chegam de mãos dadas, com o senador segurando um copo na mão. O congressista conversa com a recepcionista, pega a chave do apartamento e vai ao elevador com a modelo. Na porta do elevador, param por 40 segundos. É possível identificar na imagem que a modelo está escrevendo no seu celular. Ele segura a porta enquanto ela termina de digitar.
Na última gravação, é possível ver o tempo que ficam parados na porta do elevador, até entrarem de fato, pelo ângulo invertido. Irajá e a mulher trocam algumas palavras dentro do elevador. Ela mexe no celular e depois guarda o aparelho na bolsa. O elevador chega no andar e eles saem.
Considerando os horários e a falta de detalhes sobre o endereço do prédio em que o senador está hospedado, não é possível garantir que o casal tenha entrado e saído da casa noturna e no apartamento em mais de uma oportunidade. Também não foram divulgadas imagens do momento em que a modelo vai embora.
No boletim de ocorrência, a mulher diz que não manteve com o senador nenhuma conversa “de cunho sexual” e relata ter atravessado um período de “amnésia” na boate. “[A modelo] afirma ter tipo um apagão (um período de amnésia), não se recordando, nem mesmo por flash do que aconteceu; até que começou a recobrar a consciência, já com o investigado em cima de si“, diz trecho do documento.
Defesa do senador
O advogado de defesa de Irajá Abreu, Daniel Bialski, afirma que as imagens das câmaras de segurança “revelam” o contrário da acusação. “Todas as imagens de CFTV requisitadas, de todos os locais em que estiveram naquela data, revelam justamente o contrário [do que fala a modelo], ou seja, de que eles chegaram de mãos dadas, caminhando tranquilamente, e, mais que isso, mostrando que ela manuseara seu celular, conduta incompatível com alguém que estaria alegadamente sem a capacidade e discernimento de seus atos”.
Em nota enviada ao site Poder 360, na segunda-feira (23), o senador Irajá nega que tenha cometido o crime. “Ressalto que compareci espontaneamente à delegacia responsável pela apuração dos fatos e pedi para ser submetido, voluntariamente, a exame de corpo de delito e toxicológico, tudo para desmistificar o quanto aleivosamente alegado”, diz o texto.
Veja vídeos:
Leia mais:
Senadores aguardam gravações de boate e hotel para decidir futuro de senador suspeito de estupro
Senador é acusado de estupro por modelo em São Paulo
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









