A diretora do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), Thais Lemos, afirmou que o trabalho do departamento durante a atual gestão é superior ao das gestões anteriores e disse que seu trabalho é mais técnico, sendo realizado com descrição. “A atual gestão é bastante técnica, somos muito mais de ação do que de palavras”, falou Thais em entrevista na Fan FM nesta quarta-feira (30).
O Deotap era comandado pela delegada Danielle Garcia, que foi afastada em 2017 do cargo. A unidade da Polícia Civil é responsável pelas investigações e inquéritos policiais de crimes envolvendo a corrupção e outras práticas delituosas no âmbito da gestão pública. Dentre as ações de Danielle à frente do departamento, está a operação que investigou as Verbas de Subvenção dos deputados da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese).
Após as mudanças de gestões, a Deotap foi alvo de debates políticos, recebendo críticas de que não há investigações e trabalhos contundentes nesses últimos anos. Questionada sobre o assunto, a diretora afirmou que não leva essas declarações em consideração. “Porque nossa atual gestão é bastante técnica, somos muito mais de ação do que de palavras. Então o que se fala e não se prova com estatísticas, não condiz com o que vem sendo desenvolvido”, respondeu a diretora.
“Um departamento que em três anos, inclusive com um ano de pandemia, apresenta resultados muitos superiores ao que vinha sendo desenvolvido anteriormente, contradiz totalmente essas afirmações”, acrescentou.
Segundo Thais Lemas, a atual gestão não tem ingerências políticas. “Minha forma de atuação é mais discreta e técnica. Essa questão do trabalho não prosseguir não é verdade”.
Dentre as práticas mais comuns da Deotap, estão os desvios de verbas, contratações irregulares de organizações para prestação de serviços que seriam de competência dos municípios, que gera prejuízos aos cofres públicos, e a sonegação de tributos.
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