A fábrica do Instituto Butantan onde serão fabricadas vacinas contra a covid-19, na zona Oeste de São Paulo, só deve ficar pronta em outubro. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a estrutura do galpão hoje está vazia, escura e com concreto cru. A construção da fábrica livraria o Brasil de ter que importar insumos para a produção das doses.
Ainda assim, o prazo é considerado rápido. A construção deve ser concluída em 10 meses, enquanto outras fábricas do Butantan ficam prontas em no mínimo 18 meses. O espaço irá reunir materiais como reatores, biorreatores, centrífugas e outros equipamentos que podem “fabricar” exemplares do coronavírus em escala industrial. Então, os vírus são inativados para a criação de antígenos.
O gerente de parcerias e novos negócios do Butantan, Tiago Rocca, afirmou ao Estadão que “a fábrica foi originalmente projetada para fabricação de plasma. O que precisa é construir toda a parte de divisórias, criar um ambiente de entrada, vestiário, pisos, toda a parte de ar-condicionado e de utilidades”.
A ideia é que a obra custe R$ 130 milhões, com financiamento da iniciativa privada. A autorização do funcionamento deve ser solicitada junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A fábrica tem também um tratamento de isolamento de ar e solo para garantir a biossegurança.
Toda a estrutura deverá ter três pisos. O andar mais alto terá as soluções para a produção da matéria-prima, e no térreo será feita a produção. Segundo o gerente de Desenvolvimento Industrial do Butantan, Adriano Alves Ferreira, “no subsolo, temos toda a área de inativação viral, porque todo o efluente que vem dessas áreas acima, necessita ser descontaminado antes”.
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