O presidente Jair Bolsonaro deve fazer mudanças no ministério após as eleições da presidência da Câmara e Senado, a ser realizada na segunda-feira (1º). A indicação do novo ministro da Cidadania, segundo o jornal O Globo, pode ser feita pelo Republicanos, partido ligado à Igreja Universal, que integra o centrão e tem como filiados dois filhos do presidente Bolsonaro.
O ministério é responsável por gerenciar o Bolsa Família e operacionalizou também o auxílio emergencial, que parlamentares desejam retomar. A expectativa é que o atual titular da pasta, Onyx Lorenzoni, retorne ao Palácio do Planalto para ocupar a Secretaria-Geral, que está nas mãos de um interino.
De acordo com o jornal, o Republicanos debate internamente quem indicar. O deputado federal Marcos Pereira (SP), presidente da sigla, é quem irá bater o martelo, de acordo com fontes do governo. O próprio deputado é visto pelo Planalto como uma opção, mas diz não querer assumir um ministério. Ele ocupou a pasta da Indústria e Comércio no governo Michel Temer.
Pereira foi um dos deputados que buscou apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para disputar o comando da Casa, mas preferiu articular a eleição de Arthur Lira (PP-AL). Ele esteve com Bolsonaro e Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, na semana passada.
Cotados ao cargo
Segundo a publicação, os nomes analisados pelo Republicanos são: Jhonatan de Jesus (RR), atual líder do partido na Câmara, e João Roma (BA), também deputado. Jhonatan de Jesus é nome de confiança e aliado de Marcos Pereira. Roma é próximo de ACM Neto, presidente do DEM. Segundo deputados do partido, a ideia é não indicar alguém diretamente ligado à Igreja Universal, que é ligada à legenda, mas não quer participar diretamente do governo.
Na semana que vem, após a eleição para a presidência da Câmara, os líderes de partidos de centro que apoiam Lira querem debater uma reforma ministerial. Um dos principais questionamentos do grupo é sobre a militarização do Planalto.
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