A Justiça de São Paulo condenou o deputado estadual Douglas Garcia (PTB), aliado da família Bolsonaro, a R$ 20 mil de indenização a um técnico de informática citado no dossiê elaborado contra pessoas antifascistas. O profissional citado tem as iniciais A.H.F.
Não é a primeira vez que o bolsonarista é condenado por essa questão. Em 2020, Garcia teve que pagar também R$ 20 mil de indenização a uma mulher que teve dados particulares inseridos no dossiê. Tal lista tem os nomes de aproximadamente mil pessoas, com fotos, endereços e telefones dos mesmos.
O documento apresenta algumas “provas” do que os autores consideram ligação entre o antifascismo e o terrorismo. Entre elas estão uma placa em homenagem á vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em 2018; camisetas com a imagem do ex-presidente Lula e a suástica nazista, com um x demonstrando rejeição; entre outros.
A ação protocolada por A.H.F. diz que o intuito da lista foi de alimentar a perseguição política contra opositores do governo Jair Bolsonaro (sem partido). Douglas Garcia não apresentou defesa, mas em outros momentos já havia declarado que não teve envolvimento no dossiê.
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