Os senadores por Sergipe, Alessandro Vieira (Cidadania) e Rogério Carvalho (PT), assinaram uma nota de repúdio ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), feito em rede nacional de rádio e TV, na noite desta quarta-feira (2).
Além deles, também assinaram o manifesto outros parlamentares integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que apura supostas irregularidades cometidas pelos governos federal, estaduais e municipais no combate e enfrentamento à pandemia do novo coronavírus no Brasil.
Os senadores criticam, principalmente, o atraso do chefe do Executivo para a compra de vacinas contra a doença. Segundo eles, o ato deveria ter acontecido em 2020, quando fabricantes que produzem imunizantes fizeram ofertas de venda ao país, mas não houve retorno da gestão nacional.
“Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável. A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira”, diz em um trecho.
Ainda de acordo com os parlamentares, o pronunciamento de Bolsonaro aconteceu devido à pressão popular, como manifestações da oposição ao governo que aconteceram no último mês por todo o país, e também como consequência das investigações conduzidas pela CPI.
No pronunciamento, Bolsonaro afirmou que todos os brasileiros que quiserem serão vacinados até o fim do ano contra a covid-19. Ele ainda alegou que o Brasil é o quarto país que mais vacina no planeta. No entanto, a informação não relativiza o tamanho da população. O que indica se um país está em um estágio avançado de vacinação é o percentual de pessoas imunizadas.
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