A prefeitura de Aracaju não soube esclarecer ao AjuNews o motivo que levou a contratação sem licitação no valor de 2 milhões e 700 mil reais da empresa Celi para reformar a Ala de Covid do Hospital Municipal Nestor Piva, na Zona Norte da capital. O contrato foi assinado 72h após o incêndio que vitimou cinco pessoas no dia 28 de maio deste ano. A dispensa de licitação foi publicada no Diário Oficial e o prazo da obra é de 60 dias.
Desde o dia 25 de junho, a reportagem questiona à gestão municipal sobre os detalhes da contratação para realização da obra no local, como quais serviços serão feitos, quantas pessoas irão trabalhar na reforma, quantos metros quadrados do local fazem parte do projeto e por qual motivo a Celi foi escolhida, sendo que existem outras construtoras com sedes na capital sergipana.
No primeiro momento, a assessoria da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) afirmou que “para evitar desassistência, foi necessário realizar a contratação por emergência de uma empresa que tivesse a capacidade de mobilização a curto prazo e, no dia seguinte ao incêndio, iniciasse as obras de recuperação para que a unidade hospitalar regularizasse o atendimento”. Ainda segundo a empresa, todo o processo foi transcorrido seguindo os procedimentos de legalidade caracterizados pela situação emergencial, conforme a legislação vigente.
Após insistência da equipe por mais detalhes do processo de escolha, houve recusa da prefeitura em apresentar novos esclarecimentos por causa do final de semana. “Por conta do final de semana, não tem como detalhar agora todos os serviços que estão sendo executados”. O contrato emergencial foi acordado entre a prefeitura de Aracaju, através da Emurb, e a Construtora Celi.
Na quinta-feira (25), o vereador Ricardo Marques (Cidadania) afirmou em suas redes sociais que vai acompanhar de perto a reforma no local. Segundo o vereador, um levantamento está sendo feito referente aos danos no hospital e de tudo o que está contido na dispensa de licitação, “acredito que não deve existir nenhum excesso, mas devemos sempre ficar de olho. Afinal, é dinheiro público”, afirmou Ricardo.
AjuNews deixa espaço aberto para prefeitura de Aracaju detalhe a escolha da Celi ante outras empresas do mesmo ramo.
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