A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou, na sexta-feira, 1º de maio de 2026, novas regras que impedem atores e roteiros produzidos por inteligência artificial de concorrer ao Oscar. A medida visa deixar claro que a atuação e a autoria dos roteiros devem ser resultado do trabalho humano para que um filme seja elegível ao principal prêmio da indústria cinematográfica.
As mudanças passam a valer para as inscrições da próxima cerimônia do Oscar, marcada para março de 2027. Segundo a Academia, cineastas continuam autorizados a empregar ferramentas de IA em processos de produção, mas personagens “sintéticos” — como a atriz gerada por IA conhecida como Tilly Norwood, apresentada no ano passado — não poderão disputar prêmios.
O surgimento de recursos de IA generativa provocou preocupação no setor de cinema e televisão, com receios de que estúdios possam usar a tecnologia para substituir trabalhadores humanos e reduzir custos. A apresentação de Tilly Norwood e declarações de seu produtor sobre o interesse de executivos de estúdio ampliaram as inquietações, gerando reação contrária do sindicato de atores SAG-AFTRA.
Nas regras divulgadas, a Academia deixa explícito que os roteiros submetidos às categorias competitivas precisam ter “autoria humana” para se manterem elegíveis. Além disso, a instituição informou que poderá solicitar informações complementares às produções inscritas, com o objetivo de verificar se os textos foram realmente criados por pessoas.
Com a mudança, a Academia busca responder às transformações trazidas pela IA no mercado audiovisual, estabelecendo critérios de elegibilidade que preservem a participação de profissionais humanos na atuação e na escrita de obras concorrentes ao Oscar. As novas diretrizes entram em vigor já para o processo de inscrições que dará acesso à cerimônia de 2027.
Fonte: Agência Brasil — matéria original disponível em agenciabrasil.ebc.com.br
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