O ex-deputado federal e ex-prefeito de Pirambu, Leste de Sergipe, André Moura (PSC), rebateu as informações publicadas pela revista Veja, nesta sexta-feira (22), sobre seu suposto envolvimento num esquema de corrupção governo do Rio de Janeiro. Na reportagem de Veja, o ex-parlamentar por Sergipe estaria utilizado um esquema para extorquir empresas prestadoras de serviço no estado, tendo como principal negociador e recebedor de propina o secretário estadual da Casa Civil do Rio de Janeiro, Moura.
“A matéria passa a impressão enganosa de que “denúncias” do empresário Arthur Soares, um notório bandido condenado a 200 anos de cadeia que busca desesperadamente obter delação premiada no Ministério Público Federal a fim de reduzir sua pena, podem ser levadas a sério. Neste sentido, aliás, a própria revista reconhece que “as tratativas com o MPF não avançaram porque os procuradores avaliaram que as provas apresentadas [pelo meliante] eram insuficientes, e por isso suspenderam as negociações”, diz a nota publicada nas redes sociais, neste sábado (23).
Moura também negou qualquer tipo de contato com o empresário Arthur Soares, mais conhecido como “Rei Arthur”, autor das denúncias. E aponta que a revista substituiu a palavra “imprensa” por “empresa” no texto. “Conforme exposto no texto, jamais estive com Arthur Soares ou com qualquer pessoa ligada a ele. Ouvi falar de suas falcatruas e do envolvimento desonesto com governos passados através da IMPRENSA – a revista, aliás, erra ao colocar em minhas aspas o termo “empresa” no lugar de imprensa”, ressaltou.
No texto, André também disse que a revista tenta ligar o atual governador com práticas conhecidas de gestões anteriores. “Veja também diz que o Governo Wilson Witzel, numa demonstração inequívoca de que busca sanear o rombo deixado pelos governos anteriores, a quem o falso delator era intimamente ligado, “conseguiu o bloqueio judicial de bens e valores de empresas e pessoas físicas envolvidas nas denúncias”.
A nota termina afirmando que todas as secretárias possuem autonomia para contratações e pagamentos dos serviços prestados. “Além disso, cabe esclarecer que a área de compras de cada secretaria de Estado é responsável por liberar seus pagamentos e suspender os contratos com seus fornecedores. Portanto, o secretário da Casa Civil e Governança não tem gerência sobre contratos de outras pastas, como foi citado erroneamente na matéria”, pontuou.
“Não obstante, mesmo tendo tais informações, Veja preferiu creditar valor às ilações de um bandido, sem publicar qualquer prova material que as lastreie, senão, apenas, a sua própria palavra. Assim, restou-nos acionar a assessoria jurídica para reparar um texto que induz o leitor à avaliação deletéria e totalmente falsa do Governo do Estado do Rio de Janeiro”, finalizou.
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