A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concluiu HOJE, 3 de julho, o segundo leilão de transmissão de 2026, realizado na sede da B3, em São Paulo. O certame ofertou quatro lotes – numerados de 7 a 10 – distribuídos entre São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. De acordo com a autarquia, os contratos preveem R$ 1,8 bilhão em investimentos e a geração estimada de mais de 4 mil empregos diretos e indiretos ao longo das obras.
A licitação determina a construção e a manutenção de 61 quilômetros de novas linhas de transmissão, além da instalação de 2.400 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação de subestações. O critério vencedor foi o maior deságio sobre a Receita Anual Permitida (RAP), remuneração que as concessionárias recebem pelo serviço de transporte de energia.
No lote 7, localizado em território paulista, o Consórcio Olympus XX apresentou proposta de R$ 96,7 milhões de RAP, valor 52% menor que o teto inicialmente fixado pela Aneel. A disputa teve a participação da Fip Shelf 300, cuja oferta foi de R$ 181 milhões, com deságio de 10,17%.
Já o lote 10, envolvendo instalações em Cuiabá (MT), foi arrematado pela Axia Energia. A companhia ofereceu RAP de R$ 23,7 milhões, garantindo deságio de 51,84% e superando três concorrentes: Consórcio Olympus XX, Zopone Engenharia e Comércio e Cymi Construções e Participações.
A Axia também se destacou no lote 9, composto por empreendimentos em São Paulo. A subsidiária Axia Energia Sul venceu ao propor RAP de R$ 16,2 milhões — um deságio de 57,24%. Nesta etapa disputaram ainda Cymi Construções e Participações, EDP Energias do Brasil e Consórcio Olympus XX.
O último lance da sessão envolveu o lote 8, com ativos no Mato Grosso do Sul. Novamente a Axia Energia Sul apresentou a melhor oferta, fixando RAP em R$ 10,8 milhões e alcançando o maior deságio do dia: 59,04%. Na briga estavam Cox Brasil, Zopone Engenharia e Comércio, Engepar Engenharia e Participações, Cymi Construções e Participações e Consórcio Olympus.
Segundo técnicos do setor, a forte concorrência e a queda expressiva nas receitas máximas sinalizam confiança no ambiente regulatório e expectativa de retorno sustentada pela ampliação da malha de transmissão, crucial para o escoamento de fontes renováveis e para a segurança elétrica do Sistema Interligado Nacional.
Com os resultados de HOJE, a Aneel completa nove lotes leiloados em 2026. Os contratos preveem prazos que variam de 36 a 60 meses para a entrada em operação comercial dos segmentos arrematados.
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