A cantora Anitta revelou em entrevista à revista Marie Clarie seu plano para o próximo ano. Segundo a artista com reconhecimento internacional, ela não tem expectativas para 2021, a não ser a de encontrar um novo amor e viver um relacionamento tranquilo. “Ainda não tive uma pessoa para ser meu parceiro, ou parceira, tanto faz, e gostaria de vivenciar essa situação”, disse. De resto, quer ser levada pela vida. “Temos que levar essa lição de 2020, de não criar expectativa. Se acontecer, bem. Se não acontecer, tá tudo bem também.”
Neste ano, Anitta também teve que lidar com relacionamentos abusivos. Ela diz que, embora não pareça, se coloca nesse tipo de relação há muitos anos e, por isso, já consegue identificá-lo e está aprendendo a sair desse padrão. “É uma questão de coragem, de colocar para fora. E tem coisas que até hoje não tenho coragem [de colocar para fora]”, fala. A cantora diz que prefere não explorar esse tema porque ele será abordado, de “maneira profunda”, em sua nova série documental para a Netflix: Anitta Made in Honório, que estreia em 16 de dezembro. “Na série, as pessoas vão entender o porquê de eu ter tomado certas decisões na vida.”
Ela também comentou sobre as conversas vazadas pelo colunista de celebridades Leo Dias, autor da biografia não-autorizada Furacão Anitta. Segundo a artista, se ela não colaborasse com o jornalista, ele vazaria áudios e mensagens privadas dela. Dias negou qualquer tipo de chantagem e disse que a biografia foi feita em colaboração com a cantora, o caso está na justiça.
Ela diz que não perdeu nenhuma amizade com o ocorrido. “Pelo contrário, foi todo mundo muito compreensivo”, diz. “Já vinha me preparando para qualquer coisa que acontecesse na minha vida pessoal, e chegou o momento em que me senti preparada [para encarar as ameaças]. Podem botar o que for. Se existisse um nude meu por aí, tô superpreparada para o que vier.”
O episódio, além de levantar a questão de possível abuso psicológico, fez com que algumas mulheres questionassem o fato de Anitta ter muitos desentendimentos com outras mulheres [ela interrompe a repórter para dizer que também tem com homens], como a ex-amiga Ludmilla – o que exaltaria a rivalidade em vez da sororidade. “Eu apoio 100% esse sentimento de sororidade. As pessoas precisam parar de dar mais valor a um desentendimento do que a 20, 30 parcerias de sucesso, de amizade”, diz. “Minha frase é: ‘Não quero guerra com ninguém’. Sou a mais pacífica, embora tenha fama de não ser. Tô sempre aberta a todos os entendimentos. Quem nunca teve desentendimentos na vida?”, ressalta. Quando não está bem com alguém, não finge. “Não sou de fingir ou fakear situações só para que o público me veja feliz o tempo inteiro. Essa não sou eu. Pessoas de verdade têm todas essas situações na vida delas: brigam, se entendem…”
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