Apesar do Brasil ter registrado mais de mil mortes diariamente nos últimos quatro dias, por causa do novo coronavírus (covid-19), não é possível afirmar que o país já atingiu o pico. A informação foi divulgada pelo Uol, neste sábado (30).
Atualmente, o país já registrou 465.166 casos confirmados da doença e 27.878 óbitos. No entanto, a situação da doença é diferente em cada região do Brasil. As cidades mais afetadas são o Rio de Janeiro e São Paulo, Sudeste do país.
Segundo a reportagem, enquanto em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul o número de óbitos por milhão de habitantes ainda é baixo, no Rio de Janeiro a letalidade é alta e as mortes aumentaram em duas semanas.
De acordo com o economista Guilherme Lichand, professor da Universidade de Zurique e integrante do grupo de vigilância epidemiológica Brasil sem Corona, observar as mortes por milhão de habitantes em um período de duas semanas indica se a doença ainda está em fase de crescimento. Além disso, coloca os números da covid-19 na escala da população de cada estado.
“Diferentes estados reagiram de forma diferente e isso gera padrões diferentes, gera 27 curvas. Combinar esses dois critérios — morte por milhão e variação em duas semanas — dá um retrato mais preciso dos diferentes momentos que a gente está vivendo”, diz Lichand.
Segundo o infectologista, Natanael Adiwardana, só é possível dizer se o país já viveu seu pico quando os números se estabilizarem até entrarem em queda.
“A gente só pode dizer que está no pico após ver uma queda ou ver que os casos realmente começaram a estabilizar. Então, não é porque a gente já tem mais de mil mortes, que esse é um limite e que a gente não cresce mais além disso. A situação pode piorar. Ainda mais nas situações onde há subnotificação e a falta de vigilância são maiores”, disse o infectologista.
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