Com o aumento dos casos de covid-19 e denúncias de bares e restaurantes lotados, o governador de Sergipe Belivaldo Chagasa (PSD) decidiu, nesta terça-feira (15), reduzir de 18 de dezembro a 09 de janeiro a ocupação desses estabelecimentos e similares. O estado ultrapassou 100 mil casos da doença e soma 2.374 mortes.
“Redobramos os cuidados com os eventos de fim de ano. Vamos reduzir a quantidade de pessoas nos bares, restaurantes e nos eventos também. Até então, a gente estava permitindo a ocupação de 75%, vamos reduzir para 50% nos bares e restaurantes. E quanto aos eventos que vieram a acontecer, nos quais eram permitidas 200 pessoas em ambientes fechados e 300 em ambientes abertos, iremos reduzir para 50%. O que estamos fazendo é em defesa da vida das pessoas”, disse.
O chefe do Executivo Estadual afirmou também que é possível que a restrição por fases volte a ser utilizada para conter o avanço do contágio no estado. “Tudo é possível. O que eu não posso é correr o risco de ver a rede entrar em colapso”, frisou.
Além da ocupação reduzida, fica determinada a obrigatoriedade da apresentação de projeto detalhado das medidas sanitárias a serem adotadas pelo estabelecimento e respectiva aprovação pela Secretaria de Estado da Saúde. Durante o período de permanência no estabelecimento, os clientes deverão permanecer predominantemente sentados. E fica proibida a utilização de pistas de dança ou a disponibilização de espaços equivalentes. Permanece autorizada a realização de apresentação artística de pequeno porte, com até 02 (dois) artistas, que deverão utilizar máscaras durante toda a apresentação obrigatoriamente.
Novos leitos
O governador esclareceu que, atualmente, a rede estadual possui 138 leitos de UTI exclusivos e está alinhando o contrato para novos leitos de UTI na rede privadas para atendimento de pacientes do SUS.
“Recentemente aumentamos mais 10 leitos e estamos contratualizando com a Renascença para que, ainda esta semana, possamos abrir mais 18. Estamos dialogando com o Hospital de Cirurgia para abrir mais 10 lá também. A ideia é que a gente avance para que, no mês de janeiro, a gente chegue a 180 leitos de UTI”.
Belivaldo afirmou, ainda, que se não houver a colaboração da população com relação às medidas preventivas, mesmo com essa ampliação há o risco de o sistema não dar conta. “Não está fácil encontrar profissionais médicos para que a gente possa ter novamente a quantidade de leitos que tivemos. Nós chegamos a 209 leitos de UTI Covid na rede pública. Ontem fechamos o relatório de pessoas que estão internadas e são 272 internadas na rede pública e privada, isso é preocupante”, disse.
E, acrescentou: “Há pessoas morrendo nas enfermarias, sem dar tempo de chegar na UTI e não é por falta de vaga. É que o paciente entra em crise e acaba falecendo na própria enfermaria. Estou assustadíssimo e preocupado e tenho que ter responsabilidade para tomar medidas. Sempre disse que a gente flexibiliza e se todos colaborarem continuaremos flexibilizando. Mas se há falta de colaboração e houver a necessidade de fechar tudo novamente, faremos também”.
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