Os quatro astronautas da missão Artemis 2 estabeleceram, nesta segunda-feira, um novo recorde de distância da Terra ao superarem as 248 mil milhas percorridas pela Apollo 13 em 1970. A façanha foi acompanhada em transmissão da Record por volta das 11h50 (horário de Brasília UTC-3).
A bordo da cápsula Orion, lançada na Flórida na semana passada, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen acordaram para o sexto dia de viagem com uma mensagem gravada do falecido astronauta Jim Lovell, veterano das missões Apollo 8 e Apollo 13.
“Bem-vindos à minha antiga vizinhança. É um dia histórico, e sei que vocês estarão muito ocupados, mas não se esqueçam de apreciar a vista… boa sorte e sucesso.”
Pouco depois, a tripulação rompeu a barreira anterior e se preparou para chegar à marca de 252.755 milhas — 4.117 milhas além do antigo recorde — durante o sobrevoo tripulado do lado oculto da Lua.
Nomeando crateras
Enquanto avançavam na órbita lunar, os astronautas dedicaram tempo a batizar formações que ainda não tinham nomes oficiais. Jeremy Hansen sugeriu “Integrity” para uma cratera em homenagem à cápsula Orion.
“Há alguns anos, começamos essa jornada, nossa família de astronautas muito unida, e perdemos um ente querido”, relatou, com a voz embargada, ao propor que outro ponto brilhante receba o nome de “Carroll”, em lembrança à esposa de Reid Wiseman.
Sobrevoo e registros científicos
Na sequência, a Orion realizará um voo a cerca de 4 mil milhas da superfície lunar, entrando em breves períodos de silêncio de comunicação enquanto a Lua bloqueia a Rede de Espaço Profundo da Nasa. Durante as seis horas de manobra, os tripulantes usarão câmeras profissionais para captar imagens detalhadas do satélite natural e do horizonte terrestre ao fundo.
Uma equipe de cientistas no Centro Espacial Johnson, em Houston, acompanha em tempo real as descrições dos fenômenos lunares observados pelos astronautas, marco que integra a missão de quase dez dias — primeiro teste tripulado do programa Artemis e a primeira aproximação humana da Lua em mais de meio século.
Fonte: Agência Brasil
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