Novo documento que reúne mensagens extraídas do celular do ex-ministro Sérgio Moro mostrou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também reclamou com o auxiliar de receber informações por “terceiros”, momentos antes da reunião ministerial de 22 abril. A informação foi divulgada pelo jornal Estadão, neste sábado (23).
Segundo a reportagem, Bolsonaro se queixou ao encaminhar vídeos de destruição de máquinas de desmatadores.
“Força Nacional, Ibama, Funai… As coisas chegam para mim por terceiros… Eu não vou me omitir”, disse o presidente às 8h01m.
Logo após a reunião ministerial, o presidente reclamou novamente da falta de informações, dizendo que os serviços de inteligência são uma “vergonha” e afirmou ser abastecido por um “sistema pessoal”.
Em resposta ao questionamento de Jair Bolsonaro por causa da falta de informação, Moro respondeu que a Força Nacional (FN) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) não tem autorização para destruir equipamentos.
“A FN e a Funai não tem autorização para destruir equipamentos. Lamento a situação do vídeo mas eh prematuro falar em envolvimento delas no episódio. Vou checar”, respondeu Moro, às 08h13.
Ainda segundo a reportagem, às 9h03, Sérgio Moro, o então ministro da Justiça disse ao presidente que a informação preliminar colhida era que a FN e a Funai não estavam envolvidas na quebra do maquinário, que era uma função apenas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Ainda segundo a reportagem, as mensagens fazem parte da conversa divulgada por Jair Bolsonaro à imprensa, após a exoneração de Moro. A conversa consta no inquérito do ex-ministro contra Bolsonaro, e mostram que o ex-ministro se pronunciou após o presidente encaminhar os vídeos.
nováveis
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