O advogado da Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (ASPRA-SE), Márlio Damasceno, criticou atuação da prefeitura de Aracaju, feita através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), durante blocos de Carnaval do último fim de semana. Em conversa com o AjuNews, nesta quarta-feira (19), Damasceno afirmou que problemas com a vistoria realizada pelo órgão acontecem desde o bloco realizado pelo Iate Clube, no início de fevereiro.
O advogado disse que a vistoria dos ambulantes e a liberação do evento na região não aconteceu de forma adequada. “O evento foi realizado em um local errado, lá estão sendo realizadas obras, então pedras, pedaços de madeira e as próprias garrafas de vidro foram utilizados contra os policiais quando chegaram ao local. Como é que se libera um evento desse porte a 100 metros de um hospital? Inclusive, a PM recebeu várias ligações por perturbação de sossego referentes ao barulho que incomodava pacientes. O Ministério Público vai apurar o caso para que haja responsabilização. É lamentável”.
Damasceno acrescentou que o comandante responsável pela guarnição no dia do evento entrou em contato com a Emsurb solicitando uma equipe de fiscalização. “A informação passada foi de que eles não tinham material humano para isso. Então, a culpa não é da PM. Devemos atentar que estamos em ano eleitoral, e o que a gente teme é que sejam liberadas várias autorizações, sendo que muitos desses eventos não possuam a presença da Polícia. Se um evento é realizado sem a presença da PM e ocorrências de brigas, confusões acontecem, o organizador da festa deve ficar atento porque ele pode ser responsabilizado”.
Procurada pelo AjuNews, a assessoria da Emsurb rebateu as críticas e afirmou que o trabalho de conscientização e fiscalização é contínuo. “Semanalmente realizamos reunião para alinhar ações nos blocos que ocorrem durante o fim de semana, com a presença de diversos órgãos como Superintendência de Municipal de Transportes, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Guarda Municipal. A Emsurb libera o espaço e coloca fiscais para orientar os comerciantes, os vendedores que vão realizar vendas de bebidas. Orientações ocorrem desde dezembro e reforçamos para o período do carnaval”, disse por meio de nota.
Ainda de acordo com o órgão, o fato ocorrido no último fim de semana não diminui as ações realizadas pela Emsurb. “Dos 56 blocos, apenas este apresentou problema. Isso significa que o evento não presta, ou que não existe fiscalização? Que não existe organização?”, questionou.
Por fim, a empresa avalia que precisa ser avaliado a realização do bloco no próximo ano, mas destaca que a limpeza foi realizada duas horas depois. “Foi um fato isolado, uma fatalidade e não desmerece o trabalho realizado. Não se pode desmerecer o trabalho realizado pela equipe da Emsurb, tanto na limpeza quanto na fiscalização”, resumiu.
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