Trabalhadores do BB e da Caixa em Sergipe entraram em greve na quinta (10) por descontos no plano de saúde, reajuste salarial e melhores condições. No BB também cobram atualização do plano de carreiras e promoções.
Trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Sergipe iniciaram, nesta quinta-feira (10), uma greve por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), a paralisação envolve divergências sobre os valores descontados dos empregados para o plano de saúde, além de reivindicações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
No Banco do Brasil, a categoria também cobra a atualização do plano de cargos e carreiras e a promoção de funções, demandas que estão entre os pontos centrais do movimento. Durante a paralisação, os caixas eletrônicos permanecem funcionando normalmente, permitindo a realização de serviços de autoatendimento, o que mantém parcialmente a prestação de serviços bancários à população.
A mobilização por tempo indeterminado reúne reivindicações comuns à categoria e itens específicos por instituição. Entre as queixas mencionadas estão descontos no plano de saúde considerados inadequados pelos trabalhadores, pedidos por recomposição salarial e melhoria nas condições de trabalho, que incluem aspectos como jornada, estrutura e gestão de funções.
Em contrapartida, os empregados do Banco do Nordeste (BNB) em Sergipe decidiram suspender o indicativo de greve aprovado anteriormente e aceitar a proposta apresentada pela direção do banco. A decisão representa um desfecho distinto ao adotado pelos bancários do BB e da Caixa no estado, apontando negociações com resultados diferentes entre as instituições.
Já os trabalhadores do Banese participam nesta quinta-feira (10) da votação que vai analisar os termos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026. A votação ocorre após a quinta e última rodada de negociações entre o Sindicato dos Bancários de Sergipe e a direção do banco estadual, realizada na terça-feira (8). O resultado vai definir a posição da categoria sobre a proposta apresentada e os próximos passos nas negociações.
O movimento deflagrado pelos bancários do Banco do Brasil e da Caixa mantém em destaque a pauta sobre custos com saúde e recomposição salarial, ao mesmo tempo em que as negociações com outros bancos no estado seguem caminhos distintos. A continuidade da greve e os efeitos sobre o atendimento nas agências dependerão das próximas rodadas de diálogo entre as representações sindicais e as direções das instituições financeiras envolvidas.
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