O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (27) a abertura de R$ 10 bilhões em crédito para incentivar a adoção de tecnologias da indústria 4.0 e a aquisição de bens de capital voltados à economia verde.
Os recursos fazem parte do programa BNDES Mais Inovação, inserido na política Nova Indústria Brasil (NIB), e foram apresentados durante o seminário “Acordo Mercosul-União Europeia: um Novo Capítulo para a Indústria Brasileira”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo.
Ao todo, serão duas linhas de financiamento. A primeira, destinada à indústria 4.0, contará com orçamento de R$ 7 bilhões. A segunda, voltada a bens de capital verdes, disporá de R$ 3 bilhões. Em ambas, a taxa média de juros será de 6,5% ao ano.
“O BNDES está apoiando a inovação e a digitalização na indústria brasileira. São linhas de crédito fundamentais para modernizar o parque fabril do país, aumentar a produtividade e ampliar a competitividade da indústria”, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, também participou do encontro e destacou o papel do financiamento.
“Isso vai fazer toda a diferença para a indústria ser mais competitiva, modernizada, ter mais produtividade; isso é fundamental”, disse.
Segundo Mercadante, a liberação dos valores foi viabilizada após o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentar o limite de utilização de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para projetos de inovação e digitalização operados pelo BNDES.
Eleições 2026
Após o seminário, Alckmin anunciou que deixará o comando do MDIC nos próximos dias para disputar as eleições deste ano. Ele permanecerá como vice-presidente, cargo que não exige desincompatibilização.
“Cumprindo a legislação, vice-presidente não tem desincompatibilização, mas do ministério tem. A data é 4 de abril, mas dia 3 é Sexta-feira Santa. Então, provavelmente, dia 2 [a saída da pasta]”, explicou.
No mesmo contexto, o vice-presidente informou que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também deixará o governo para concorrer a uma vaga no Senado pelo PSB.
Fonte: Agência Brasil
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