Senador e líder do PT na Casa Legislativa, Rogério Carvalho afirmou que a reunião do conselho de ministros do governo Jair Bolsonaro, ocorrida no último dia 22 de abril, demonstrou somente que o presidente está “preocupado com seus crimes e de sua família” e não com a pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19).
“Enquanto isso, na reunião ministerial, nenhuma palavra sobre combater a pandemia. Apenas um presidente preocupado com seus crimes e de sua família, ministros se aproveitando da pandemia para destruir meio ambiente, prender opositores, perseguir instituições”, avaliou o parlamentar.
O petista ainda acrescentou que “não há mais dúvida sobre a conduta criminosa de Bolsonaro em relação à Polícia Federal. Ele fala abertamente em interferir para proteger família e os amigos. Nenhuma palavra sobre salvar vidas numa pandemia. O vídeo da reunião confirma o crime e autoritarismo do presidente da República, a cumplicidade de Mourão,a delação de Moro,uso do armamentismo para fins políticos, má fé para aprovação de leis, e o desejo de acabar com a democracia”.
O vídeo foi divulgado após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, autorizar, nesta sexta-feira (22), a liberação das imagens da reunião ministerial, cuja gravação foi apontada pelo ex-ministro Sergio Moro como prova na investigação de suposta interferência do presidente na Polícia Federal (PF).
Na ocasião, Bolsonaro afirmou que não iria esperar “foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu” ao citar a necessidade de trocar o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, chamado por Bolsonaro de “gente da segurança nossa no Rio”. A fala ocorre em um momento no qual Bolsonaro reclama da falta de informações dos órgãos de inteligência, diz que seus irmãos são perseguidos e que não deseja ver isso.
De acordo com investigadores, que assistiram ao vídeo na semana passada, a frase de Bolsonaro refere-se claramente à Polícia Federal no Rio de Janeiro. A versão de defesa do presidente, verbalizada por ele próprio e por seus ministros que prestaram depoimento à PF, é que ele estava reclamando da sua segurança pessoal. No entanto, nenhum deles apresentou elementos de que o presidente teve dificuldades para mudar sua equipe de segurança pessoal ou que estaria insatisfeito com sua segurança.
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