O ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não governa o país porque é um “incompetente” e que as mortes das mais de 540 mil vítimas da doença fazem parte do “maior crime humanitário deste país desde a história da colonização”.
“Bolsonaro adora, ele sim jogar a responsabilidade para os outros. Ele tá a dois anos e meio no governo e fica falando que não consegue governar porque o Congresso não deixa, porque o Supremo não deixa, porque a mídia não deixa, porque os comunistas não deixa, porque a esquerda não deixa. O cara é o presidente da República, o cara tem a caneta na mão. Que história é essa que ninguém deixa o cara governar. Não governa porque é um incompetente, por isso que não governa”, disse Boulos em entrevista à rádio FanFm, na manhã desta segunda-feira (19).
Durante a entrevista, Guilherme Boulos comentou sobre a CPI da Pandemia e afirmou que a covid-19 no Brasil é uma tragédia que se transformou em crime. Além disso, ele destacou que o governo tornou ela muito mais letal.
“Como é que pode! Nós somos o país que pior lidou com a pandemia no mundo. Um país que negou vacina. O mundo inteiro atrás de vacina e o Brasil negou 101 ofertas da Pfizer. Aí depois quando foi comprar vacina foi para fazer esquema, propina com o negócio da Covaxin”, ressaltou.
O integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) afirmou também que o impeachment de Bolsonaro seria o menor dos males no momento atual do Brasil, quando mais de 540 mil pessoas morreram por causa do novo coronavírus.
“Em tese, o impeachment é sempre uma coisa traumática. Tem eleição, ninguém acha que impeachment tem que ser banalizado e acontecer toda hora. É ruim para a estabilidade democrática no país. Agora, o Bolsonaro conseguiu fazer um governo tão tresloucado que não tem outra saída, que o impeachment é o menor dos males que deixar esse cara até o final de 2022, qual o custo humanos que o Brasil vai pagar”, afirmou.
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