O casal suspeito de enganar uma jovem de 21 anos após um encontro combinado pelo Tinder em Santos (SP) afirmou em depoimento à polícia que não houve violência sexual, segundo o advogado que os representa, Raphael Meirelles de Paula Alcedo. As informações são do jornal A Tribuna. Para polícia, o casal relatou que a universitária permaneceu no local de forma consensual e teria se relacionado sexualmente apenas com a mulher.
Neste domingo (6), o advogado do casal afirmou que, em depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher, eles afirmaram que a relação sexual entre a jovem e o homem foi consentida. “Ela sabia da presença do rapaz assim que entrou no edifício. Entrou normalmente, consumiu bebida com minha cliente e ele, que estava no quarto trabalhando, se apresentou e voltou a trabalhar. Depois, perguntou se poderia participar [da relação que elas teriam iniciado]. Ele só teve relação com a namorada, não houve conjunção carnal com a suposta vítima”, afirma ao blog Universa, do Uol.
Meirelles diz que as marcas corporais apresentadas pela jovem não foram causadas por agressões de seus clientes. “Foram produzidas nas duas meninas no relacionamento entre elas. Foram mordidas. E as mesmas lesões que ela apresentou, minha cliente tem também.”
Para o mesmo blog, o advogado da universitária, Adriano Neves Lopes, explica a versão dela para o ocorrido. “Ele sentou no sofá, no meio delas, a pegou pela nunca e a forçou a dar um beijo na menina. Aí vieram as mordidas. Depois, houve penetração”. Ela diz ainda que o acusado tirou as roupas dela à força.
Por causa do ocorrido, Lopes diz que, no hospital em que a jovem foi levada pela mãe, o psiquiatra a diagnosticou com estresse pós-traumático. “Ela foi medicada para se acalmar, não consegue ir para a rua, fecha as janelas e as cortinas de casa”.
Em nota enviada para Universa na quinta-feira (3), o Tinder afirma que baniu o perfil da suspeita da plataforma e que irá cooperar com a investigação.
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