De aproximadamente 494 mil famílias sergipanas que são cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico), ao menos, 294.310 (60%) vivem na extrema pobreza. Dessas, 21.900 não têm banheiro em suas casas, segundo dados de um estudo elaborado pelo gabinete da senadora Maria do Carmo Alves (DEM) sobre habitação e saúde pública em Sergipe.
“O estudo faz parte de uma série de diagnósticos implantados, com exclusividade, pelo nosso gabinete há cerca de dois anos. Esses levantamentos são importantes porque nos ajudam a definir, de forma mais acertada, a destinação de recursos para investimentos nos municípios, seja através das nossas emendas parlamentares, ou de verbas viabilizadas junto aos Ministérios”, contou a senadora.
De acordo com a parlamentar, os números de pesquisas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que grande parte da população brasileira mora em ambientes inseguros e insalubres. Conforme apontou os dados, 34% das casas não têm banheiro ou rede de esgoto, o que significa que, pelo menos, 25 milhões de domicílios não têm uma pia para lavar as mãos e um vaso sanitário.
“Este quadro nos revela que sem moradia adequada, não há saúde pública”, declarou Maria do Carmo, acrescentando que “a nossa casa garante, ou deveria garantir, a proteção de seus moradores em condições mínimas de saúde e segurança. Entretanto, elas são instáveis e sem as mínimas condições para que as famílias vivam com dignidade”, disse Maria que, nas gestões do então governador João Alves Filho (in memorian), sempre encampou ações de desfavelamento e erradicação de casas de taipas, garantindo moradia simples, porém digna à população carente de Sergipe.
Para Maria, a mudança de quadro ocorrerá quando os governos federal, estadual e os municípios unirem esforços e investirem em melhorias habitacionais para garantir a saúde e a qualidade de vida dessa população. “Essa assistência, de acordo com o que preceitua a lei, é prestada por profissionais habilitados para a elaboração de projetos, acompanhamento e execução de obras necessárias para a reforma, ampliação ou regularização fundiária de suas moradias”, destacou.
Maria do Carmo frisou que a ação “trata-se de uma política que, além de assegurar moradia adequada e segura aos cidadãos de baixa renda, ainda, movimenta a economia e o comércio local, gerando emprego e renda na área da construção civil. Com isso, melhora-se a qualidade de vida e diminui os gastos com saúde pública”.
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