O Cantareira fechou setembro com 41,1% do volume útil e passa, a partir de quinta, à faixa de atenção (40% a 60%). As chuvas recordes do mês elevaram o nível; em agosto estava em 32,99%.
O Sistema Cantareira encerrou o mês de setembro com 41,1% do seu volume útil armazenado e, com isso, passará a operar na faixa de atenção a partir desta quinta-feira (1). A faixa de atenção é definida quando o nível do reservatório fica entre 40% e 60%.
Ao longo de 2026, o Cantareira vinha apresentando níveis preocupantes, mas as chuvas recordes de setembro conseguiram melhorar a capacidade de armazenamento do sistema. No final de agosto, por exemplo, o volume útil armazenado estava em 32,99%, patamar classificado como faixa de alerta.
Com o volume atual na faixa de atenção, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) autorizaram a Sabesp, companhia privada que administra o sistema, a retirar até 31 m³/s do reservatório. Antes, enquanto o sistema estava na faixa de alerta, a Sabesp poderia captar até 27 m³/s. Em condições de normalidade, a captação pode chegar a 33 m³/s.
Faixas de operação
- Normal: nível igual ou maior que 60%
- Atenção: nível igual ou maior que 40% e menor que 60%
- Alerta: nível maior que 30% e menor que 40%
- Restrição: nível maior que 20% e menor que 30%
- Especial: volume acumulado menor que 20%
As faixas e os limites de captação obedecem aos critérios da Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada após a crise hídrica dos anos de 2014 e 2015. A resolução determina que a captação de água do Sistema Cantareira seja condicionada ao nível de armazenamento observado no último dia de cada mês, e a ANA e a SP Águas acompanham diariamente os dados de níveis, vazões e armazenamento.
Reservatórios do Sistema Cantareira
- Jaguari
- Jacareí
- Cachoeira
- Atibainha
- Paiva Castro
O sistema é composto por esses cinco reservatórios interligados, com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, há também interligação entre a represa Jaguari, no rio Paraíba do Sul, e a represa Atibainha.
O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo e, segundo a ANA, contribui ainda para o atendimento de usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Embora os reservatórios estejam integralmente em território paulista, parte das águas que os alimentam provém de rios cuja nascente ou trechos estão em Minas Gerais, compondo a bacia desses rios.
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