Após a deputada Isa Penna (Psol-SP) ser assediada no plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), outras parlamentares relataram momentos em que também foram assediadas em exercício de suas funções. A informação é do jornal Folha de São Paulo.
De acordo com a publicação, as mulheres representam 15% dos integrantes da Câmara dos Deputados, composto em sua maioria por homens brancos.
Segundo a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), logo após ser eleita, ela estava na Câmara quando um deputado que não conhecia a abordou. “Ele me abraçou forte e não me soltou. Fiquei super incomodada, meio que dei um empurrão nele, fiquei constrangida, e continuei ”, disse.
Ainda segundo a parlamentar, no fim do ano passado, ela passou novamente por uma situação semelhante, enquanto estava numa confraternização entre deputados. Na ocasião, uma amiga precisou intervir para que o parlamentar a largasse.
Tabata destacou que não denunciou o parlamentar porque não acreditava que ele seria responsabilizado no Conselho de Ética da Câmara. Além disso, também temia ser exposta e atacada caso levasse o ocorrido para imprensa e para as redes sociais.
“É um pouco frustrante porque eu sou autora e relatora de vários projetos que falam sobre o combate ao assédio, e sobre a importância de uma pessoa denunciar e criar essa cultura”, relatou.
Ainda segundo a publicação, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que foi candidata à Prefeitura de São Paulo no pleito deste ano, contou que também foi assediada por um parlamentar da direita, na terça-feira (15), durante uma confraternização caseira entre deputados.
“Ele chegou por trás, segurou o meu braço, que ficou roxo, e encostou o corpo dele no meu. Uma famosa encoxada ”, relatou. Joice destacou também que o assédio tem como autores deputados de todos os campos ideológicos, da direita à esquerda.
Outras parlamentares como a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ), que foi candidata à Prefeitura do Rio de Janeiro, a deputada federal Áurea Carolina (PSOL-MG), que concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte e a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ) também denunciaram ter sofrido assédio enquanto exerciam o cargo.
No Código Penal, os fatos narrados pelas deputadas podem ser enquadrados como importunação sexual, crime que prevê um a cinco anos de reclusão.
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