Política


Bolsonaro inicia novo debate sobre vacina ao elogiar produção de Oxford e ironizar versão chinesa


Publicado 01 de agosto de 2020 às 08:24     Por Redação BNews     Foto Divulgação

Depois de defender por diversas vezes o uso da cloroquina para combater a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro anunciou na última quinta-feira (30) que já tem preferência sobre a vacina que irá imunizar a população brasileira contra a doença.

“Nós entramos naquele consórcio de Oxford e, pelo que tudo indica, a vacina vai dar certo e 100 milhões de unidades chegarão para nós [brasileiros]. Não é daquele outro país não, tá ok, pessoal?”, disse o presidente, defendendo a vacina de Oxford e ironizando a vacina chinesa, que está sendo feita em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.

O Ministério da Saúde, através da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinou, nesta sexta-feira (31), um acordo com o laboratório de Oxford, para que 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 comecem a chegar ao Brasil em dezembro desse ano, caso seja comprovada a eficácia e segurança.

Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que estará disponível, em janeiro de 2021 a vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, em parceria com o Instituto Butantan.

Após ironia de Bolsonaro sobre a vacina chinesa, Doria disse que não pretende politizar a vacina e lamentou críticas que estão sendo feitas nas redes sociais, afirmando que vacina chinesa pode matar.

“Não politizei o vírus e não vou politizar a vacina. Mais uma vez, lamento profundamente ações de extremistas que, utilizando as redes sociais, difundem informações falsas, mentirosas, agressivas e temerosas à população do Brasil, dizendo que a vacina [chinesa] produz efeitos colaterais, que pode matar ou que não vai funcionar. Torço para que a vacina inglesa, a vacina de Oxford, também seja aprovada na sua terceira fase de testes e possa ser utilizada aqui no Brasil, assim como em outros países, para salvar vidas”, disse Doria.

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