A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Rússia, a Sputnik V, registrou uma eficácia de 91,6% contra os sintomas da doença, segundo resultados publicados pela revista médica The Lancet e validados por especialistas independentes, nesta terça-feira (2).
De acordo com dois especialistas britânicos, Ian Jones e Polly Roy, “o desenvolvimento da Sputnik V tem sido criticado pela sua precipitação, por ter saltado etapas e pela falta de transparência, mas os resultados são claros e o princípio científico dessa vacinação está demonstrado”.
Segundo a publicação, os dados parecem colocar a Sputnik V entre as vacinas com melhores desempenhos, como as da Pfizer/BioNTech, que anunciam uma eficácia de cerca de 95%, no entanto, estariam utilizando uma tecnologia diferente (RNA mensageiro).
Os resultados publicados correspondem à última fase de ensaios clínicos da vacina, a fase três, que envolve cerca de 20 mil voluntários. Além disso, mostram que, a Sputnik V reduz em 91,6% o risco de contrair uma forma sintomática da covid-19.
Ao todo, 16 voluntários dos 14,9 mil que receberam ambas as doses da vacina tiveram teste positivo (0,1%) em comparação com 62 de 4,9 mil voluntários que receberam o placebo (1,3%). Para os autores dos testes, ainda existe uma limitação, uma vez que os testes PCR só foram realizados “quando os participantes declararam ter sintomas de covid-19, a análise da eficácia diz respeito apenas aos casos sintomáticos”.
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