As cúpulas do Democratas (DEM) e do PSL decidiram o nome e o número do partido que resultará da fusão entre as duas siglas, durante uma reunião que aconteceu em Brasília, nesta quarta-feira (29). O nome escolhido foi União Brasil, e o número 44.
A previsão é de que a convenção conjunta para sacramentar a fusão ocorra nos dias 6 ou 20 de outubro. O tempo estimado para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologar a junção dos partidos é de 3 a 4 meses. A corte precisa autorizar a sigla até abril para poder disputar as eleições de 2022.
Com a fusão, integrantes dos dois partidos, principalmente do DEM, podem deixar a “União Brasil” por causa de disputas locais de poder. Atualmente, o DEM tem 28 deputados e seis senadores, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O PSL tem 53 deputados e uma senadora.
Liderança em recursos
O Democratas e o PSL, a primeira e a décima maior bancada na Câmara dos Deputados, farão uma fusão para um novo partido que passará a dominar, ao menos em números, a direita política no Brasil.
As siglas comandadas por ACM Neto (DEM) e Luciano Bivar (PSL) receberam juntas R$ 320 milhões em fundo eleitoral no ano passado. Nas eleições de 2020, o PSL teve acesso a R$ 199 milhões, e o DEM a R$ 120 milhões. Somados os recursos, os dois recebem R$ 140 milhões por ano em fundo partidário.
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