O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não faz mais sentido ficar em casa ou pensar em lockdown por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). O País tem 61.884 mortos e mais de 1.4 milhão de casos, segundo o Ministério da Saúde. A informação foi publicada pelo revista Carta Capital, nesta quinta-feira (02).
A declaração de Bolsonaro aconteceu, nesta quinta-feira (02), durante sua live semanal reproduzida por sua página no Facebook. Bolsonaro também teria dito que desconhece vítimas da covid-19 por falta de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou respirador no Brasil. “Desconheço pessoa que tenha perdido a vida por falta de UTI ou respirador”, disse, afirmando que o isolamento social ou o lockdown não fazem mais sentido.
“A história do lockdown ou de ficar em casa era pra fazer com que os hospitais se preparassem com leitos e UTIs”, justificou, alegando que o país não enfrentou esse tipo de problema. Para o presidente, o maior problema brasileiro em meio à pandemia foi a perda dos postos de trabalho, momento em que novamente responsabilizou governadores e prefeitos pelas consequências da pandemia.
“O grande problema que tivemos foi a destruição de empregos. Os informais, por exemplo, 38 milhões tiveram a renda diminuída a zero ou reduzida drasticamente”, disse. “Agora, essa medidas medidas de fechar comércio, não deixar ir à praia, couberam a governadores e prefeitos”, disse.
Em Sergipe, pai e filha morreram porque esperaram mais de seis horas por leitos em Unidades de tratamento Intensivo (UTI) dentro de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Aracaju, em maio. Eles foram diagnosticados com covid-19. Em junho, outras três pessoas suspeitas de covid-19 aguardaram em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após não conseguir atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em Aracaju.
O índice de ocupação dos leitos da rede particular de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes diagnosticados com o novo coronavírus (covid-19) em Sergipe está em 112,4%. Já na rede pública a taxa é de 71,6%, segundo os dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgados, nesta quarta-feira (1º).
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