O empresário Edgard Corona afirmou na noite deste domingo (25) que apenas o seu advogado poderá representá-lo no inquérito das fake news que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Corona é o fundador da rede de academias Smart Fit, e se pronunciou um dia depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ingressou com uma ação para reverter a decisão de suspender contas de seus apoiadores.
Corona foi um dos que teve contas suspensas na última sexta-feira (24) após a determinação do ministro Alexandre de Moraes. Dois dias antes, o magistrado expediu a decisão de suspensão dos perfis e impondo multa de R$ 20 mil por perfil indicado e não bloqueado pelas plataformas.
“Tendo em vista o noticiário recente envolvendo reações a medidas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no curso do inquérito 4781, informo que a única pessoa autorizada a me representar perante o Supremo Tribunal Federal é o advogado Celso Vilardi”, disse Edgard Corona em nota oficial.
Além do dono da Smart Fit, nomes como o ex-deputado Roberto Jefferson, Sara Giromini, Allan dos Santos e o empresário Luciano Hang, dono da Havan. Todos são alvos do inquérito das fake news, que investiga ameaças e disseminação de notícias falsas contra o STF.
Corona integra um grupo de empresários chamado “Brasil 200 Empresarial”, criado em 2018. Em fevereiro, segundo o UOL, ele enviou mensagens ao grupo pedindo dinheiro para tentar impulsionar vídeos de ataque ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O grupo também tem como membros o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, e Luciano Hang.
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