O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pediu neste domingo (10) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha “senso de urgência” na aprovação do uso emergencial da vacina Coronavac. A Agência informou no sábado (9) que “faltam dados necessários” para autorização do uso do imunizante, produzido pelo Instituto Butantan.
“É preciso senso de urgência da Anvisa para liberação da vacina do Butantan. Ritos da ciência devem ser respeitados, mas devemos lembrar que o Brasil perde cerca de mil vidas por dia para a covid-19. Com a liberação da Anvisa, milhões de vacinas que já estão prontas poderão salvar vidas”, afirmou Doria.
É preciso senso de urgência da Anvisa p/ liberação da Vacina do Butantan. Ritos da ciência devem ser respeitados, mas devemos lembrar que o Brasil perde cerca de mil vidas/dia para a Covid-19. Com a liberação da Anvisa, milhões de vacinas que já estão prontas poderão salvar vidas
— João Doria (@jdoriajr) January 10, 2021
O governo do estado diz que 10,8 milhões de doses da vacina CoronaVac estão prontas para uso. Porém, para o início do plano de imunização marcado para o próximo dia 25 de janeiro, é necessário que a Anvisa conceda uma autorização. Quando a taxa de eficácia de 78% para a vacina em questão foi anunciada na última quinta-feira (7), Doria pediu para que a Anvisa não atendesse a “pressões de ordem ideológica”.
A referência é ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que tem trocado várias críticas públicas com Doria sobre a vacinação. A Anvisa é um órgão que faz parte da gestão federal.
Os documentos foram enviados pelo Instituto Butantan à Anvisa na última sexta-feira (8). Porém, segundo o UOL, para a Agência faltam informações como: características demográficas e basais críticas da população do estudo; resultados do estudo por população de “intenção-de-tratamento”; dados sobre os números exatos sobre voluntários; descrição dos desvios de protocolo; distagem de participantes com desvios de protocolo; e dados de imunogenicidade do estudo fase 3.
O Butantan afirmou em nota que está à disposição, e pontuou: “O fato de a Anvisa solicitar mais informações, que estão sendo prontamente atendidas, não afeta o prazo previsto para autorização de uso do imunobiológico. Os pedidos de novos documentos ou mais informações são absolutamente comuns em processos como esses”.
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