Em meio à pressão pelo Orçamento e com a popularidade em alta, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) abandona aliados que estiveram com ele nas eleições de 2018. É o caso, por exemplo, da bancada evangélica, que foi contrariada na última semana após o veto do perdão das dívidas de igrejas por parte do presidente.
A bancada em questão tem 1195 deputados e oito senadores. Por isso, após vetar a medida, Bolsonaro sugeriu que os congressistas derrubem o veto em questão, evitando um mal-estar. Segundo a Folha de São Paulo, ele se reuniu com alguns parlamentares na última semana para discutir o assunto.
Também chamada de “bancada da Bíblia”, ela irá monitorar os posicionamentos dos líderes do governo no Congresso Nacional, para analisar o comportamento do Planalto em relação ao veto.
Outra bancada que apoiou bastante Bolsonaro em 2018 foi a da segurança pública, conhecida como “bancada da bala”. Os parlamentares afirmam que o apoio se dá por ideologia, mas que o presidente tem apenas conversas individuais com alguns integrantes. Eles também reclamam sobre a recriação do Ministério da Segurança Pública, desmembrando-o do Ministério da Justiça.
Também há incômodos no Ministério da Economia. Um dos pontos fortes da campanha de Bolsonaro em 2018 foi a agenda liberal, trazida em especial pelo ministro Paulo Guedes. Mas as medidas mais populistas recentes por parte do chefe do Executivo têm gerado atritos. Integrantes de grupos do mercado financeiro reconhecem as diferenças, mas acreditam que a agenda liberal ainda pode ser viável com Guedes na pasta.
Esses estão longe de serem os primeiros atritos de Bolsonaro com aliados. Vários ministros que passaram pelo governo caíram após rachas públicos, em especial o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
Além disso, cabe lembrar que ele está sem partido justamente após um racha com o PSL, legenda pela qual se reelegeu. Ainda há diálogos para um possível retorno, mas até agora nada passa de especulação. Bolsonaro tentou emplacar sua própria legenda, o Aliança Pelo Brasil, que até agora não saiu do papel.
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