O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou o tempo de 12 minutos de discurso na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), para mentir, atacar a imprensa, defender o tratamento precoce da covid-19 e passar informações fora de contexto sobre o desmatamento da Amazônia.
“Venho aqui mostrar o Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisões. O Brasil mudou, e muito, depois que assumimos o governo em janeiro de 2019. Estamos há dois anos e oito meses sem qualquer caso concreto de corrupção”, disse no início do pronunciamento.
Segundo Bolsonaro, atualmente, o Brasil possui uma “base sólida” para um país que estava “à beira do socialismo”, pois tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo.
Além disso, insistindo nas falhas cometidas durante o início da pandemia, ao defender o tratamento precoce da covid-19 com uso de hidroxicloroquina e ivermectina, o chefe do Executivo Nacional afirmou que estava seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina.
O discurso do presidente causou polêmica e foi motivo de chacota entre líderes de outros países e políticos brasileiros por meio das redes sociais. Apenas no Twitter, o assunto socialismo, vergonha e auxílio de 800 dólares estavam entre os mais comentados.
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