A Embraer confirmou que o segundo trimestre de 2026 foi o mais robusto de sua história recente. Entre abril e junho, saíram das linhas de montagem 65 aeronaves, volume 7% superior ao de igual etapa de 2025. A performance devolve à companhia o patamar atingido em 2010, ano que marcara o último grande salto de produção.
No acumulado de janeiro a junho, o resultado foi ainda mais expressivo. Foram 109 unidades entregues no semestre, contra 91 no mesmo período do ano passado, um avanço de 20%. O crescimento foi puxado por dois pilares tradicionais do negócio: aviação comercial e aviação executiva.
Na frente comercial, 20 jatos chegaram às companhias aéreas clientes. Já o segmento de aviação executiva respondeu por 45 aeronaves, evidenciando demanda aquecida de empresários e operadoras de táxi-aéreo. Com isso, a Embraer reforça sua posição entre os principais fabricantes globais nos dois nichos.
“O desempenho foi favorecido pelo maior número de entregas tanto de jatos de pequeno quanto de médio porte, refletindo a sólida demanda no segmento e sua contínua eficiência operacional”, destacou a empresa, em nota distribuída ao mercado.
Apesar do bom momento nas áreas civil e corporativa, o braço de segurança e defesa não registrou entregas no segundo trimestre. A ausência, segundo analistas, está ligada ao cronograma de certificações e à complexidade das negociações governamentais, que costumam gerar desembolsos concentrados no fim do ano.
Os executivos mantêm, contudo, a meta anunciada em março. A previsão é colocar entre 80 e 85 aeronaves comerciais nas frotas de clientes até 31 de dezembro, além de 160 a 170 jatos executivos no mesmo intervalo. Caso o cenário se confirme, as entregas totais de 2026 ficarão 6% acima das de 2025.
A divulgação dos números foi bem recebida pelos investidores. Na New York Stock Exchange (NYSE), os papéis da companhia avançaram cerca de 2% logo após o comunicado. Na B3, a alta foi de 1,5%, sinalizando confiança do mercado na continuidade do ciclo de crescimento.
Especialistas avaliam que a recuperação das viagens internacionais, a modernização das frotas regionais e a busca por aeronaves mais eficientes em consumo de combustível são fatores que sustentam a trajetória de expansão da Embraer. Para o restante do ano, o foco da empresa estará na ampliação de capacidade produtiva e na conclusão de contratos estratégicos na área militar.
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