A vereadora por Aracaju, Emília Corrêa (Patriota), criticou, nesta terça-feira (21), o silêncio da prefeitura de Aracaju referente à denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sobre a possível fraude na licitação e desvio de recursos públicos na construção e manutenção do Hospital de Campanha (HCamp) para tratamento de pessoas com covid-19, em 2020.
“É impressionante como as coisas acontecem. Um assunto gravíssimo de denúncia do MPF. Envolvimento de sete pessoas da PMA. E, o que gente percebe, é uma agenda de pautas positivas quando, ninguém menciona o assunto, quando, na verdade, esse deveria ser o mais importante porque diz respeito à saúde, ao dinheiro do povo, pois foram recursos federais que vieram para serem destinados para salvar vidas. É inacreditável”, declarou Emília.
A investigação do MPF divulgou capturas de tela de conversas entre agentes públicos da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS) e particulares através de aplicativos de mensagens, que tinham o intuito de fraudar o processo de Dispensa de Licitação nº 28/20209 com o contrato firmado entre a empresa Téo Santana – José Teófilo de Santana Neto Produções e Eventos e a pasta da saúde Municipal, para a montagem da unidade hospitalar. O MPF processou criminalmente sete pessoas.
A oposicionista relembrou que apontou possíveis irregularidades após fiscalização no ano passado. “Desde o ano passado a gente vem falando sobre essa questão, sobre essas possíveis irregularidades, inclusive, através de vídeos divulgados em minhas redes sociais. Estive, no mínimo, quatro vezes no HCamp mostrando para o povo de Aracaju aquela realidade. O Ministério Público Estadual (MPE/SE) até também esteve presente, mas, segundo eles, não havia ilegalidades. O que foi uma surpresa para mim, porque estava tudo muito claro. O dano causado aos cofres públicos é estimado em R$ 777,2 mil. Esse assunto é muito sério e tem que ser trazido”, afirmou.
A vereadora destacou que os funcionários envolvidos já deveriam ter sido afastados dos cargos. “Não estamos mais falando de pessoas indiciadas, como eu ouvi alguns profissionais da imprensa se referindo, elas foram processadas. Já existem provas. Interceptações de conversas. Tem funcionário que deveria ter sido afastado e ainda permanece no quadro da prefeitura. Mas, o MPF é uma instituição séria e a gente espera que vá adiante. Que os culpados sejam devidamente penalizados”, finalizou a parlamentar.
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