Os três empresários presos na Operação Ragnarok, deflagrada pela Polícia Civil baiana, foram soltos na noite da sexta-feira (5). A ação investiga a Hempcare, que vendeu respiradores ao Consórcio Nordeste, mas não entregou. A prisão deles era temporária, com prazo de cinco dias, e não foi prorrogada. As informações são do jornal Correio.
A dona da empresa Hempcare, Cristiane Prestes, e o sócio, Luiz Henrique Ramos, foram presos em Brasília, mas chegaram a Salvador na segunda (2) para prestar depoimento à polícia. Ambos foram ouvidos na sede da Coordenação de Operações Especiais (COE). O empresário Paulo de Tarso foi preso no Rio e trazido para Salvador somente na quinta-feira (4). Ele também seguiu para a sede do COE para ser ouvido pelos investigadores.
A Polícia Civil deve divulgar mais detalhes do caso na semana que vem. O conteúdo do depoimento do trio não foi informado. Também não há informação sobre os R$ 48,7 milhões que a empresa recebeu pelos respiradores. A Bahia tenta recuperar R$ 9,6 milhões investidos nos produtos não entregues.
Cerca de R$ 8 milhões devem ser devolvidos ao governo de Sergipe após a compra de respiradores que não foram entregues por meio do Consórcio Nordeste. O ato será acompanhado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SE).
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