Um erro do Governo Federal deixou 923 mil pessoas sem o auxílio emergencial e o Bolsa Família no mês de agosto. Após uma revisão do cadastro, essas pessoas tiveram o auxílio emergencial cancelado ou suspenso, mas deveriam ter recebido ao menos o Bolsa Família. A notícia é do portal Uol.
Segundo o Ministério da Cidadania, a Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou o cancelamento de 613 mil e a suspensão de 310 mil cadastros no auxílio emergencial, todos de pessoas que também estavam inscritas no Bolsa Família. A promessa do governo é de pagar os benefícios atrasados em setembro.
“A medida é resultado de um trabalho sistemático realizado pelo governo federal, com objetivo de garantir a melhor aplicação dos recursos públicos e alcançar os cidadãos que se enquadram nos critérios de elegibilidade”, disse o Ministério da Cidadania.
Pelas regras, quem está no Bolsa Família não pode acumular também o auxílio emergencial do governo, mas apenas receber o maior dos dois. Segundo a Caixa, 19,2 milhões de pessoas estão inscritas no Bolsa Família e recebem o auxílio.
O Bolsa Família está impedido de ser cortado desde março. O Ministério da Cidadania suspendeu as revisões cadastrais por 120 dias, o que foi ampliado por mais 180 em 20 de julho. Assim, quem recebe o Bolsa Família não pode ser excluído deste programa, apenas do auxílio emergencial.
O Ministério da Cidadania também informou que: “Se confirmado que eles atendem aos critérios de recebimento do auxílio emergencial, o pagamento será liberado após a conclusão desse processo”. É possível contestar o processo no site ou no aplicativo da Caixa, e no site da Dataprev.
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