A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou que o programa do Governo Federal, Auxílio Brasil, foi desenvolvido baseado na ideia de que “pobre é pobre porque é preguiçoso”. Para ela, o benefício, criado para substituir o Bolsa Família, é “cheio de penduricalhos”. As informações foram publicadas pelo Uol, nesta segunda-feira (25).
“Essa é a essência do Auxílio Brasil. O pobre tem que se esforçar para arranjar emprego, como se a gente tivesse um país lotado de emprego e as pessoas estivessem deitadas na rede querendo ficar em casa, encostadas no Estado”, afirmou Campello.
Em sua opinião, o novo programa deveria aumentar o valor recebido e o número de beneficiários, e não apenas mudar de nome. “O programa (Auxílio Brasil) tem nove diferentes benefícios, calcados não na inclusão, não em trazer essa população para dentro do Estado, as crianças para dentro da sala de aula, e garantindo atenção médica”, afirmou a economista.
Ainda na oportunidade, Tereza Campello também criticou a rapidez com que o programa vem sendo tratado. “Esperam a última hora, o último momento, a véspera do ano eleitoral, para, numa operação bastante atabalhoada, para dizer o mínimo, perigosa, para tratar da gravidade do ponto de vista de políticas públicas, fazer um anúncio pela metade”, destacou.
De acordo com a economista, a Medida Provisória (MP) que anunciou o Auxílio Brasil é “ilegal e inconstitucional”, pois não especifica uma série de questões que deveriam ser tratadas, a exemplo do valor que será pago, o público alvo, bem como os critérios para sua concessão.
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